A+ A A-

São João de Areias - História

A freguesia de São João de Areias dista sete quilómetros da sede de concelho tendo uma população de cerca de 2500 habitantes.

Integram a freguesia os lugares de Campelinho, Cancela, Casas Novas, Castelejo, Cernada, Currais, Fonte do Ouro, Guarita, Póvoa dos Mosqueiros, Prado, Quinta da Póvoa dos Mosqueiros, Quinta do Rio Dão, São João de Areias, São Miguel, Sardoal, Silvares, Vale Pinheiro e Vila Dianteira.

Documentos do século X indicam a existência de monumentos arqueológicos no território que veio a constituir esta freguesia e nas imediações demonstrando a antiguidade do seu povoamento.

Segundo a lenda, o nome São João de Areias veio de uma imagem encontrada por uma velhinha nas margens do rio Mondego e que o povo levou depois em procissão para a igreja. Como foi achada nas areias, a vila ficou conhecida como São João de Areias. Certamente o topónimo está, na verdade, ligado a constituição de terrenos de então.

À semelhança de outras povoações, também São João de Areias pertencia ao Conde Gonçalo Moniz e à sua mulher D. Mumadona, Infanta de Leão e seria doada ao Mosteiro de Lorvão. Existiam por estas terras variados mosteiros que não deviam passar de ermidas com pequena população regular. São João de Areias era cento de relativa importância no século XIII, existindo juiz local e paróquia. Era, portanto, freguesia e concelho.

Em Outubro de 1136 D. Afonso Henriques coutou São João de Areias, Currelos, Parada e Santa Comba Dão ao bispado de Coimbra. Mais tarde, São João de Areias torna-se bispado de Viseu.

Nas Inquirições de 1258 encontra-se uma declaração sobre os juízes régios elucidativa acerca da história desta freguesia: “ Fomos a São João de Areias e, tendo interrogado o juiz local e o prelado e muitos outros cada qual por si, foi-nos dito que São João de Areias, Vila Dianteira, São Miguel, Cernada e metade de Parada, são do bispado de Viseu, teve-o de parte dos reis e a outra metade de Parada foi de Mem Sanches e é toda couto. “. Tendo-se averiguado sobre foros, foi respondido que não se fazia daí qualquer foro ao rei e até Silvares nada se pagava à coroa porque era “ hereditas “ do Mosteiro de Arganil, embora estivesse situada no couto de São João de Areias.

Mem Sanches será, muito provavelmente, o genro do senhor de Góis - D. Soeiro Dias -, descendente de D. Paio Guterres – o da Silva ou de Froião, no Alto Minho. De facto, este fidalgo que casou em segundas bodas com uma dona desta região beirã, foi casado com D. Sancha Anes e teve dela D. Pedro Pais “ Escacha “, de quem foi filho D. Sancho Pires. Este foi pai de Mem Sanches que, provavelmente, não possuiu o couto de Parada por herança dos seus antepassados - visto que estes nada teriam por cá -, mas a sua mulher , D. Maria Soares, filha de D. Soeiro Dias e neta paterna do senhor de Góis, padroeiro do cenóbio de Arganil, D. Diogo Gonçalves. Este prócer, senhor, crivelmente, do couto da meia Parada, era já Governador de Lafões e Besteiros – “ terra “, onde se incluía nos extremos meridionais São João de Areias – ao advento de D. Afonso Henriques. Com ele figura em documentos deste soberano relativos àquelas terras beirãs, D. Rabaldo Afonso, pai de D. Urraca Rabaldes.

Mem Sanches foi pai, entre outros filhos, de D. Pêro Mendes “ O belo pastor “ e de D. Maria Mendes, esposa do prócer beirão D. Fernando Anes “ Cheira “, tenente desta região e mãe de D. Froilhe Fernandes, grande dona beirã.

São João de Areias recebeu foral de D. Manuel a 10 de Abril de 1515. Foi sede de um concelho extinto a 7 de Setembro de 1895, passando a freguesia. Compreendia as freguesias de Parada, Pinheiro de Ázere e São João de Areias. A primeira pertence, atualmente, ao concelho de Carregal do Sal.

Foi primeiro barão de São João de Areias Francisco Serpa Saraiva – fidalgo da Casa Real, par do Reino, senador, comendador da Ordem de Cristo e juiz do Supremo Tribunal de Justiça, senhor de vínculos herdados de seus maiores – a 7 de Outubro de 1781. Foi segundo barão de São João de Areias Manuel de Serpa Pimentel a 27 de Setembro de 1910.

O orago da freguesia é São João Baptista.

Em São João de Areias celebram-se algumas festas e romarias: São João de Areias a 24 de Junho, Senhora da Graça a 19 de Dezembro, São João Baptista, Nossa Senhora da Conceição a 8 de Dezembro e São Miguel.

Atualizado em 14-10-2015

Visitas: 1530

São Joaninho - Monumentos e locais históricos

São muitos os locais de cariz histórico e cultural, constituídos por monumentos e construções antigas, a visitar na freguesia de São Joaninho.

O turista ou visitante pode iniciar a sua viagem histórico-cultural por estas terras, visitando a Igreja Matriz datada do século XVI ou XVII com fachada de estilo neo-clássico. Segundo uma lenda antiga, parte da pedra terá vindo do Mosteiro de São Jorge, entretanto desaparecido.

Há outros monumentos e construções de interesse histórico e cultural por descobrir nesta freguesia: o Cruzeiro situado em Vila Pouca; a Fonte da Avenida; o Solar dos Picanços datado do século XIX, possui brasão, pertence ao estilo casa solarenga e situa-se em Vila Pouca; e o Solar do Oitão, também com brasão e, igualmente, situado em Vila Pouca.

O Lugar de São Jorge, junto ao rio Criz, possui valor de interesse turístico, cinegético e piscatório de que o turista ou visitante pode desfrutar.

As várias povoações que compõem a freguesia mostram o património cultural e arquitetónico de São Joaninho. Existem lagaretas do período Luso-Romano e pequenos lagares com uso ainda nos séculos XII e XIII.

Como património edificado, destaque-se a Igreja Matriz datada do século XVI ou XVII com fachada de estilo neo-clássico; a Capela de Nossa Senhora de Lurdes; os Solares do Oitão e dos Picanços, situados em Vila Pouca, com brasão; a Capela de São Sebastião e Cruzeiro, em Vila Pouca e a Capela de Santo Estevão, em Casal Bom.


Saliente-se, também, o lugar de São Jorge, junto ao rio Criz, que possui valor de interesse turístico, cinegético e piscatório.

 

Atualizado em 13-11-2015

Visitas: 1757

São Joaninho - História

A freguesia de São Joaninho situa-se a norte do concelho de Santa Comba Dão.

Terra antiquíssima, com referências em documentos do período visigótico, pertenceu ao Couto de Mões da família de Egas Moniz e, mais tarde, durante a baixa idade média, ao bispado de Coimbra, segundo documentos do ano de 1320.

Destaque para a existência de duas cartas de doação do século X referentes a esta freguesia: uma datada de 974, assinada por Oveco Garcia, senhor desta região e outra assinada por Múnicio Gonçalves datada de 985.

Pode falar-se de uma presença cristã nesta área geográfica, anterior ao século X, uma vez que são referidas doações de bens com fins espirituais e lugares de culto com edificações para a permanência de monges que cultivavam e ensinavam a cultivar a terra.

A imagem inicial do Padroeiro São João Baptista seria bastante pequena, pelo que, o povo começou a chamá-lo São Joaninho, nome que perdurou. Os referidos documentos apresentam referências a São João e outros lugares, aquando da descrição dos limites da “ villa de Santa Comba “.

A freguesia de São Joaninho fez parte do concelho do Couto do Mosteiro até à sua extinção, no ano de 1836, e da comarca de Tondela. Foi, posteriormente, integrada no concelho e comarca atuais. No ano de 1881, passou da Diocese de Coimbra para a Diocese de Viseu.

Durante o ano realizam-se várias festas e romarias como, por exemplo, o São João a 24 de junho; São Lourenço no mês de Agosto; São Sebastião a 20 de Janeiro e Santo Estevão a 26 de Dezembro.

 

Atualizado em 14-10-2015

Visitas: 284

Pinheiro de Ázere - Monumentos e locais históricos

São muitos os locais de cariz histórico e cultural, constituídos por monumentos e construções antigas, a visitar na freguesia de Pinheiro de Ázere.

O turista ou visitante pode iniciar a sua viagem histórico-cultural por estas terras, visitando o Coreto. Presume-se que os coretos sejam de ascendência oriental, tendo surgido com os quiosques – chegaram mesmo a designar os coretos de quiosques de música. Proliferam na segunda metade do século XX com a revolução industrial e a “era do ferro”, e dela foram os exlibris. O coreto torna-se centro obrigatório, em torno do qual os indivíduos convivem para praticarem as suas festas e romarias.

É nas décadas de 40, 50 e 60 do século XX que os coretos proliferam nas zonas rurais, dando à paisagem uma cor pitoresca sendo normalmente construídos num largo ou junto ao centro paroquial.

A população de Pinheiro de Ázere, e particularmente os elementos da Filarmónica, sentiu a necessidade de construir o seu Coreto, no maior largo da freguesia, junto às portas da povoação, na convergência das Avenidas Marechal Carmona e Salazar. O Coreto foi construído às custas de donativos populares e de emigrantes bem sucedidos tendo sido inaugurado no ano de 1961 em grande apoteose musical.

A sua base é em cantaria de granito e cimento – no prolongamento dos pilares do suporte do chapéu. a sua forma octagonal empresta-lhe um aspeto piramidesco. A “barriga” da base, que comporta a caixa de ressonância, é utilizada como espaço de arrumação. Aí existe uma porta e em cada face da base abriram-se frestas para ventilação e luminosidade.

Os pilares cilíndricos, de betão, sustentam um chapéu que termina num acrotério a simbolizar a atividade para que o coreto foi construído – a lira. A ligação entre os pilares de suporte, assim como a base de cobertura, é feita por um gradeamento decorativo de ferro forjado, de formas curvilíneas, singelas mas expressivas.

O coreto foi palco privilegiado das atuações da Banda Filarmónica, em concertos de domingos e nas festas cíclicas. Em seu torno se concentrou, durante décadas, a vida social da freguesia e de aldeias circunvizinhas.

Foi o local designado por Largo do Coreto, emblema da freguesia e da sua coletividade musical.

Recomenda-se uma visita ao Pelourinho. Os pelourinhos englobavam em si dupla função de padrões de autoridade municipal, senhorial ou eclesiástica disputando, entre si, foros de pressuposta primazia.

Presume-se o pelourinho de Pinheiro de Ázere que date do século XVI. Este monumento é construído em granito com quatro degraus octogonais apresentando fuste cilíndrico liso e remate cónico e liso. Pertence ao tipo de pelourinhos classificados de “pinha”.

Para além dos diversos monumentos existentes nesta freguesia, o turista pode ainda visitar as várias Fontes de Mergulho, construídas em granito e que ainda se encontram em bom estado de conservação, como por exemplo, a Fonte do Adro, a Fonte da Bica e a Fonte da Tareija.

A freguesia de Pinheiro de Ázere é também muito rica a nível arquitetónico.

Destaquem-se as Casas Solarengas existentes, provavelmente datadas do século XVII e que pertencem a várias famílias:

- o Solar Família José Feliciano;
- o Solar Família António Lopes;
- oSolar Família Veloso dos Reis.

Saliente-se, igualmente,o Solar dos Corte Real. Situado no Rojão Pequeno e pertencente ao estilo barroco pombalino, este solar possui brasão do século XVIII. Presume-se que já existisse no período compreendido entre 1657 e 1751, com a designação de “Quinta do Rojão”.

Foi seu proprietário José Carlos Tudela Corte Real, filho de José Carlos Fuzante Corte Real e de D. Maria Tudela Nápoles.

Recomenda-se, igualmente, uma visita à Igreja Matriz devota a São Miguel Arcanjo. A dividir o corpo da igreja do altar-mor existe um arco que fecha com pedra, onde está esculpida a Cruz de Avis, símbolo da Ordem de Cristo. No pavimento que antecede o altar-mor e no pavimento da porta da sacristia existem lajes de dimensões regulares com inscrições ilegíveis que servem de cobertura a sepulturas, possivelmente de comendadores que aqui tenham falecido. Estas lajes ficaram debaixo dos mosaicos devido à restauração da igreja. Em Abril de 1977, começaram as obras da ampliação e reconstrução desta igreja.

São diversas as Capelas existentes na freguesia e que merecem uma visita atenta. Entre as mais conhecidas encontram-se a Capela Senhora da Ribeira, a Capela de São Sebastião e a Capela Senhor das Necessidades.

A Capela Senhora da Ribeira ou do Pranto foi, em tempos, o mais célebre santuário destas terras situando-se entre montes, à beira do Mondego. Era um edifício muito antigo, presumindo-se que tenha sido igreja de uma freguesia, há muitos séculos suprimida.

Reza a lenda que a imagem de Nossa Senhora do Pranto foi achada entre os rochedos, no local chamado Monte da Senhora, por caçadores que casualmente por ali passavam e que juntamente com o povo erigiram a capela. O templo era construído em pedra granítica, que não existia no local, pelo que se deduz que deveria ser trazida de outra região.

Consta que a capela já existia há muitos anos, quando pelo ano de 1200 a Igreja Matriz da freguesia, em São Miguel Velho foi demolida e que toda a sua cantaria foi aplicada naquela capela.

Com as recentes e frequentes reparações e edificações, apenas a capela-mor mostra vestígios de muita antiguidade. O corpo da capela, amplo e elegante foi acrescentado no ano de 1660. O altar-mor é feito em talha dourada simples, de estilo renascentista, ao passo que, os dois altares laterais, igualmente de talha dourada, pertencem ao estilo barroco, presumindo-se que tenham pertencido à antiga Igreja de São Miguel Velho.

Mais tarde, devido à grande afluência de peregrinos, foi necessário construir um novo altar que se supõe ser o do Senhor dos Passos. Da parte de fora da ermida havia uma capelinha, dedicada a Nossa Senhora do Bom Despacho, que foi construída pelos anos de 1690, para que os romeiros que não coubessem na capela pudessem ouvir a missa. Junto desta aglomerava-se a população, de cerca de 100 habitantes que viviam da agricultura, exploração florestal e criação de gado caprino e ovino.

Aquando da construção da Barragem da Aguieira, todos os habitantes tiveram que abandonar a aldeia. A sua capela foi transferida, pedra por pedra, e reconstruida dentro das suas primitivas linhas, em local sobranceiro à Albufeira, no lugar denominado Cruzeiro, cujo monumento ainda hoje existe.

Foi local de peregrinação e de recolhimento, tendo sido no mesmo recinto construída uma fonte a expensas do povo, cujas águas, são consideradas minero-medicinais devido aos componentes nela predominantes.

 

Atualizado em 13-11-2015

Visitas: 3047

Pinheiro de Ázere - História

A freguesia de Pinheiro de Ázere situa-se entre o Rio Dão e o Rio Mondego, tem a freguesia de Óvoa a oeste, a freguesia do Vimieiro a noite, São João de Areias a este e o rio Mondego a sul.

Dista aproximadamente seis quilómetros da sede do concelho e tem uma área aproximada de onze quilómetros quadrados. Tem como população cerca de 1090 habitantes em 536 fogos distribuídos por três povoações: Pinheiro de Ázere, Pinheirinho e Rojão Pequeno.

Pinheiro de Ázere foi vila e sede do concelho na comarca de Viseu. O seu concelho extinguiu-se em 1834, passando para São João de Areias. Em 1895 estabelece-se em Santa Comba Dão. Pouco se sabe da constituição deste extinto concelho, mas a "villa" de Ázere vem mencionada nas Inquirições de 1258, sendo o lugar de Pinheiro uma honra. A antiga freguesia era vigararia da apresentação da Mesa da Consciência e comenda da Ordem de Cristo.

Diz-se que a freguesia se denominava, nos primeiros tempos, Santa Maria do Pinheiro. A palavra Pinheiro deve ter tido origem no facto de ter existido, em tempos remotos, junto da ermida dedicada a Nossa Senhora, um monstruoso pinheiro que caiu por ocasião de um grande temporal, no ano de 1700. Esta ermida existiu em São Miguel Velho, em Pinheirinho.

Para uns a palavra Ázere deriva da palavra “azize”, que significa estimada. No entanto, há quem considere que ela deriva de “azar” que significa batalha. É possível que, em tempos bastante longínquos, se tenha travado alguma batalha muito importante, nesta região.

Pouco se conhece da constituição deste extinto concelho de Pinheiro de Ázere até ao século XIII, mas nas inquirições a que se procedeu em Maio de 1258, ordenadas por D. Afonso III, diz-se que uma parte de Pinheiro pertencia a Santa Cruz de Coimbra e as outras três partes à Ordem do Templo, e que os seus homens iam nas hostes do Rei.

Foi nesta vila que o conde D. Pedro, filho de D. Dinis, esperou seu irmão D. João Afonso que o desafiara. Porém, a conselho de D. Afonso – o futuro rei – retirou-se com as suas hostes que o acompanhavam desde a Beira, evitando-se assim o confronto.

A 13 de Julho de 1514 foi-lhe concedida Carta Foral, por D. Manuel, que regulamentava os direitos e os deveres dos habitantes da freguesia.

A partir de 1532, com a criação da mesa da consciência e ordens, tribunal criado por D. João III para a resolução dos diversos casos jurídicos e administrativos relativos ao mestrado da Ordem de Cristo, ficou este concelho pertencendo ao referido tribunal.

Em 1640, a vila de Pinheiro de Ázere tinha cerca de 100 vizinhos ( hoje denominados jogos ). Tinha dois tabaliães do público judicial e notas, escrivão da câmara, almotaceria – uma repartição que tratava somente de pesos e medidas -, inquiridor, contador distribuidor, escrivão de sisas, juiz ordinário e dos órfãos, escrivão dos órfãos e vereador.

Com reforma administrativa de 1836, esta freguesia deixou de ser sede de concelho, mas só em Setembro de 1895 passou a estar agregada ao concelho de Santa Comba Dão.

Atualizado em 14-10-2015

Visitas: 510

Câmara Municipal de Santa Comba Dão, Largo do Município 13, 3440-337 Santa Comba Dão       Tel.: 232 880 500 | Fax: 232 880 501 | E-mail: geral@cm-santacombadao.pt