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Secretário de  Estado Carlos Miguel marca presença na Sessão solene do 50.º aniversário do   Clube Recreativo de São Joaninho

Secretário de Estado Carlos Miguel marca presença na Sessão solene do 50.º aniversário do Clube Recreativo de São Joaninho

04 mai '22
Município

No dia 1 de maio, o secretário de Estado da Administração Local e do Ordenamento do Território, Carlos Miguel, marcou presença na sessão solene comemorativa do 50.º aniversário do Clube Recreativo de São Joaninho (CRSJ).

Num dia rico e pleno de atividades significativas houve insufláveis para os mais pequenos, atuações com a Tuna ‘Os Unidos’ e com os Band’alhos, almoço convívio e o corte do bolo de aniversário.

Toda a história de uma casa – em constante construção e evolução – foi revivida durante a cerimónia que juntou, no auditório do CRSJ, cinco dos 10 fundadores desta coletividade de referência da região, bem como os diretores, colaboradores e sanjoaninhenses entre convidados e representantes de diversas entidades.

Manuel Marques Duarte da Cruz, Orlando Manuel Pereira, Carlos Alberto Duarte da Cruz, Manuel Mota Leão e Manuel Festas – sócios fundadores – ocuparam lugar de honra no palco, ao lado do atual presidente da direção, Samuel Mota. Estava ainda reservado um lugar de honra para José (Zeca) Cruz – sócio n.º 1 do clube – que, por motivos de isolamento profilático, não pôde estar presente.

A sessão teve início com um vídeo que, deu a conhecer a história da fundação da coletividade, através dos testemunho dos fundadores. Numa viagem, que remonta a 1972, foi abordado o sonho da construção da sede, pensada enquanto espaço de reunião e de confraternização e referidas as dificuldades e progressos de um projeto, que é agora uma realidade com 50 anos.

O registo vídeo foi, igualmente escolhido, para mostrar alguns testemunhos de sanjoaninhenses que cresceram no clube e, mais tarde, assumiram funções de direção, bem como de outros que estiveram envolvidos nas muitas atividades promovidas e desenvolvidas pela associação – o teatro, a tuna, o futebol e o futsal, entre outras iniciativas desportivas e culturais.

Um dos momentos altos da cerimónia foi a entrega de diplomas de mérito a antigos diretores do CRSJ e seus representantes, bem como a diversas pessoas, que se distinguiram na dinamização e/ou desenvolvimento de atividades enquadradas nas valências da coletividade (aceda à lista). Nesta homenagem simbólica, juntaram-se, em palco, ao atual presidente da Direção, Samuel Mota o secretário de Estado, Carlos Miguel, e o presidente da Câmara Municipal, Leonel Gouveia.


Ao longo da sessão, registo ainda para vários momentos musicais, nos quais brilhou a formação B Flat.

INTERVENÇÕES

Samuel Alves Mota reiterou a honra em presidir à direção desta instituição, que é uma referência no panorama associativo local e regional, agradecendo, aos fundadores, o sonho e o empenho na construção de uma casa que a todos orgulha.

Salientou, ainda, a vitalidade do CRSJ e de todos aqueles que direta ou indiretamente apoiaram e continuam a apoiar o seu crescimento. À Comissão Organizadora desta celebração deixou expresso o agradecimento sincero pelo empenho em dignificar os festejos com um amplo leque de atividades, que teve início a 30 de abril, prolongando-se até ao final de maio. A todos os presentes, lançou o apelo para que ninguém falte ‘à chamada’ e marque presença nas iniciativas programadas.

Catarina Durão diretora regional do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), salientou a retoma do movimento associativo e a vitalidade desta casa, plena de “jovens que estão ávidos em fazer acontecer”.

Fez ainda notar que o Clube de São Joaninho manteve, ao longo de 25 anos o estatuto de associação juvenil, congregando “o melhor de dois mundos - a juventude e o desporto”, o que a torna bastante “eclética” no seu raio de ação.

 Já o presidente da Junta de Freguesia de São Joaninho, Daniel Gonçalves deixou fortemente impressa a sua ligação ao clube onde assumiu cargos na direção, estando ainda ligado ao futsal, enquanto jogador e treinador.

“Muito do que sou hoje é fruto do que vivenciei e aprendi nesta casa, que me fez crescer imenso como ser humano”, sublinhou. Continuou, dizendo que “foi aqui que tive o primeiro contacto com o desporto e com a cultura, com a música ao vivo e com a responsabilidade coletiva para com o associativismo”.

Reiterou o papel fundamental das várias direções que têm vindo a marcar a história do clube na “defesa da identidade, matriz e história”, enquanto desafios transversais a todos aqueles que assumem a responsabilidade coletiva do associativismo. É graças a eles que “o clube é hoje uma referência regional”.

Em representação dos fundadores, Manuel Mota Leão falou sobre a génese da associação, que partiu da procura, por parte de um grupo de amigos, de um local onde se pudessem encontrar e confraternizar. Um grupo de amigos unido pela amizade, pelo amor à terra e pela promoção da união social, traduzida na busca de um “polo aglutinador”, onde se concentrassem todas as energias que se iam manifestando na aldeia, de forma a prosseguir as diferentes atividades de forma ordenada.

De entre os fundadores, Manuel Leão, destacou o papel de Zeca Cruz, que foi o grande fundador do clube; “um homem que conseguiu mover montanhas” e que se notabilizou pela ação, dando o exemplo: “fazendo”.

Deu ainda um outro exemplo – o de um dos filhos do “Zeca”, o José Rui Cruz responsável “pelo clube ter atingido um patamar de excelência”, com a construção de equipamentos e a diversificação e atividades desenvolvidas.

Para assinalar o momento Manuel Leão ofereceu ao CRSJ um emblema do clube, por ele construído há 50 anos e que ficou, desde então no “baú das recordações”. Na passagem de testemunho do emblema - enquanto ‘símbolo da fundação do clube’ - chamou ao palco José Rui Cruz - representante de uma época de crescimento e o mais recente presidente, Samuel Mota.

Também José Rui Cruz – antigo diretor da coletividade e um dos membros da Comissão Organizadora – interveio nesta sessão, relembrando o papel de muitos sanjoaninhenses que ajudaram a construir o clube e de tantos outros que contribuíram para o seu crescimento. Nesta senda destacou vários exemplos, referindo o desempenho do pai - ‘Zeca Cruz’ - que “lhe passou o vício do clube” e também da mãe que ajudou a sustentar o sonho.

O também deputado na Assembleia da República falou destes últimos 25 anos como tempos de muitos desafios. Após uma crise diretiva, que levou inclusive a um “fecho de portas”, o CRSJ reabriu portas em 1995, “com um novo impulso”.

Atividades com expressão na comunidade foram assumidas pelo clube, tendo sido reativada a tuna e o grupo cénico. Em 1999 teve lugar a primeira edição do Festival de Teatro, o evento com maior longevidade em termos concelhios, que trouxe com ele a produção e estreia de muitas peças pelo Grupo Cénico, bem como a itinerância e reconhecimento da formação, em vários pontos do país.

Deu ainda exemplo de outros projetos concretizados na época – sempre marcados por um denominador comum: a falta de dinheiro, que nunca foi impedimento, de acordo com José Rui Cruz, para a concretização do sonho. Mesmo sem financiamento inicial e com a colaboração de muitos foi possível efetivar os projetos, com uma “dose de loucura controlada”.

E, especialmente, para esta celebração, José Rui Cruz apresentou um outro sonho em forma de esboço – a vista da planta de um albergue destinado a servir viajantes na Nacional 2, peregrinos dos caminhos de Santiago, participantes no Festival de Teatro, entre outras funções que possa vir a assumir. Um sonho para o qual disse contar com o apoio e colaboração de muitos daqueles que estiveram presentes na sala.

Numa das últimas intervenções da tarde, Leonel Gouveia reiterou a “grandeza desta casa”, atribuindo-lhe várias razões:
“-grande, pela dimensão e qualidade das suas instalações, construídas ao longo de vários anos;
-muito grande, muito grande mesmo, pelas actividades que desenvolveu ao longo destes 50 anos, tanto na área da música, como da dança, do folclore, do teatro, do desporto, da formação”. E recordou: “quem não se lembra das excelentes peças de teatro a que assistimos, dos festivais de folclore, do futebol de 11 e do grande êxito que teve o futebol de salão”, recordou.

Sublinhou, ainda, o trabalho, a dedicação e empenho de muitos dirigentes, mas também de pessoas que não fazendo parte dos órgãos sociais, deram o seu melhor por esta casa, e que tornaram tudo isto possível”.

Leonel Gouveia fez, igualmente, notar que “depois de tempos de alguma acalmia, as atividades voltaram a fazer parte das rotinas: O teatro, para os mais novos e para os seniores voltou, na formação, porque o festival nunca parou e neste mês de atividades teremos oportunidade de ver, que o futebol de salão está de volta e muitas outras iniciativas”.

Retomando o “novo sonho” apresentado por José Rui Cruz, Leonel Gouveia destacou a vontade do clube na criação da valência de alojamento de grupos, “até porque tem instalações para isso”. “E caso se venha a concretizar a ideia, iremos naturalmente bater à porta do Sr Secretário de Estado e do IPDJ para as concretizar”, concluiu, fazendo votos que o CRSJ continue a ser um dos polos do desenvolvimento cultural do concelho.

Na derradeira intervenção da cerimónia, o secretário de Estado, Carlos Miguel, afirmou ser um gosto partilhar o espaço com toda a assistência no aniversário do CRSJ - “São 50 anos de bem fazer a uma terra, a uma comunidade”, afirmou.

Referiu ainda que não hesitou em aceitar o convite do amigo José Rui Cruz para estar presente nesta ocasião, mesmo não conhecendo a realidade do CRSJ. E ao percorrer os vários espaços que compõem a coletividade, Carlos Miguel diz ter-se apercebido das “camadas” que esta foi adquirindo ao longo dos tempos, reflexo do crescimento e das muitas vontades que se foram construindo para chegar ao dia de hoje com esta vitalidade e com esta malta nova à frente de uma coletividade e outra menos nova a apoiá-los e a suster a mesma”.

Para o membro do Governo, o sonho (apresentado por José Rui Cruz) é passível de concretização, tanto mais que há programas de apoio que podem contribuir para a sua viabilização dando alguns exemplos. Concluiu, dizendo que “o vosso sonho pode ser realidade e facilmente realidade. Há caminho a fazer. Contem com o governo para que o vosso sonho, que já tem projeto, venha a ser obra. Se vier a ser realidade, disponibilizo-me para vir inaugurá-la”.


Presenças

Entre representantes de diversas entidades, nota para a presença, durante a cerimónia, do presidente da Assembleia Municipal (AM), César Branquinho, da vice-presidente da Câmara Municipal, Catarina Costa, vereadores, deputados na AM, membros da Junta e da Assembleia de Freguesia, diretor da ADICES e deputados na Assembleia da República.