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Couto do Mosteiro

História do Couto do Mosteiro
O Couto do Mosteiro situa-se a cerca de três quilómetros da cidade de Santa Comba Dão, a sede de concelho.

Terra rica em beleza natural e de património edificado, Couto do Mosteiro orgulha-se da sua história antiga, sendo que o seu passado, de autonomia municipal e de ambiente fidalgo, continua bem patente na terra e nas suas gentes.

Presume-se que o Couto do Mosteiro terá pertencido à Ordem dos Templários, com mosteiro desde o ano de 915, facto que teria dado nome à freguesia, muito antes da fundação da nacionalidade.

Um documento datado do século XII revela que esta terra seria um povoado fortificado, da Idade do Ferro e que, na época medieval, era utilizado como reduto defensivo. Sabe-se que foi D. Afonso III que, em 1255, instituiu o Couto e doou aos bispos de Coimbra. D. Manuel concedeu-lhe carta de foral a 12 de setembro do ano de 1514, passando a constituir um concelho que permanecerá até 1836.

Atestam este passado: o Pelourinho e o Edifício onde funcionaram a Câmara, o Tribunal e a Cadeia.

Em 1826 era ainda concelho da Beira e comarca de Arganil, pertencendo, igualmente, a esta divisão eleitoral Provedoria de Viseu e Diocese de Coimbra, sendo seu donatário o bispo desta cidade.

Em 1832 passou para a comarca de Tondela. Três anos mais tarde, fazia parte do julgado de São João de Areias e, no ano de 1842, era freguesia de Santa Comba Dão e pertencente ao distrito de Viseu.

Fontes arqueológicas situam entre os séculos II e IV – Período Luso-Romano – as lagaretas, pequenos lagares de vinho e de azeite que, nos séculos XII e XIII ainda eram utilizados.

No património histórico e arquitectónico saliente-se: o Solar dos Costas datado do século XVIII; a Igreja Matriz edificada em 1150 e reconstruída em 1661; as diversas Capelas que aqui podemos encontrar e o Cruzeiro da Pedrosa de fuste cilíndrico e que se situa na povoação da Gestosa (localidade integrada na antiga freguesia de Couto do Mosteiro).

 

Monumentos e locais históricos
São muitos os locais de cariz histórico-cultural a visitar no território equivalente à antiga freguesia do Couto do Mosteiro, agora integrado na União de Freguesias de Santa Comba Dão e Couto do Mosteiro.

O turista ou visitante pode iniciar a sua viagem histórico-cultural pelo Couto do Mosteiro, visitando a Igreja Matriz. Reconstruída no ano de 1661, em pleno século XVII, esta igreja pertence ao estilo barroco. É um edifício de grande beleza e simplicidade, com tetos abobados que apresentam pinturas de temática religiosa, e cujas origens remontam a 1550, pois no local terá existido um mosteiro ligado à ordem dos templários e que sofreu modificações em 1661.

De seguida, recomenda-se uma visita ao Pelourinho.

Este monumento data do século XVI. Apresenta fusto torço de configuração cilíndrica encimado por um capitel do tipo “pinha” cónica, assente em base quadrangular com dois degraus à vista. Presume-se que este pelourinho tenha tido mais um degrau em granito.

Recomenda-se, igualmente, uma visita às diversas Capelas existentes no território correspondente à antiga freguesia do Couto do Mosteiro, agora integrado na União de Freguesias de Santa Comba Dão e Couto do Mosteiro. Estas Capelas demonstram a religiosidade das populaçõe e servem de ponto de encontro a muitas festas e romarias, realizadas em honra dos santos padroeiros e das quais se destacam: a Capela de São Brás e a Capela de Nossa Senhora da Graça situada na Gestosa.


O território correspondente à antiga freguesia do Couto do Mosteiro é também muito rico a nível arquitetónico.
- Solar dos Costas, datado do século XVIII. Mandado construir no ano de 1768 por Luís Gomes Pires, este solar é também um exemplo do estilo barroco. Possui capela privativa de grande interesse, com Nossa Senhora de Cristo e um arco, para que os senhores da casa pudessem ouvir a missa do coro da capela. Os Costas são os atuais proprietários deste espaço.
- Solar dos Bandeiras, datado de igual período, pertencente ao estilo beirão e é situado em Vila de Barba.
- Solar dos Festas; pertencente ao estilo beirão e situado na Colmeosa, este solar data do século XIX.


Para além destes monumentos, pode ainda visitar:
- o Miradouro da Colmeosa;
- o Cruzeiro da Pedrosa, construção em granito, com fuste cilíndrico, encimado por uma cruz assente em base quadrangular de dois degraus. Este cruzeiro está ligado à lenda da Cruz da Pedrosa.
- a Casa Perto do Pelourinho; esta casa fora noutros tempos uma escola e julga-se ter pertencido a uma família nobre. Na parede, do lado direito da porta de entrada, existe um brasão com o escudo de armas de Portugal, do tipo pombalino, encimado pela coroa real e que possui a inscrição "a.n.o.d. – e. 1773".

 

Lenda da Cruz da Pedrosa
Descrição: Há muitos anos atrás, um rico comerciante ia a passar a cavalo na Estrada Real no local que se chama hoje Cruz da Pedrosa. Repentinamente, o comerciante começou a sentir forças estranhas. O cavalo ficou muito assustado e começou a relinchar, a saltar com violência e a endireitar-se nas patas traseiras atirando o comerciante ao chão.

O cavaleiro tentou acalmar o animal e montá-lo, mas foi em vão, porque o cavalo ficava cada vez mais assustado.

Sem saber o que fazer e pressentindo que estava a ser tentado pelo Diabo, virou-se para a capelinha que se via daquele lugar e disse:

"- Valha-me aqui a Santa Capeluda!"

Imediatamente deixou de sentir as forças, e antes de seguir viagem prometeu:

"- Prometo erigir neste lugar um cruzeiro de granito e dar, anualmente, à capela 60 alqueires de trigo e um cento de esteios de pinheiro para feijões."

Esta promessa foi, rigorosamente, cumprida durante muitos anos.

Esse lugar ainda é hoje pela Cruz da Pedrosa, porque o dito homem se chamava Pedrosa.


Fonte: http://www.esev.ipv.pt/patrimonio/Descricao.ASP?CodEscola=251&CodElemento=140
Texto: Escola EB1 de Gestosa - Couto Mosteiro, Santa Comba Dão